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Justiça suspende adicional de 10% no Lucro Presumido: o que muda para as empresas?

Receita Federal paga restituições do 6º lote do IR 2019 nesta segunda feira   Jornal Montes Claros
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A tributação das empresas brasileiras voltou ao centro das discussões após uma importante decisão da Justiça Federal envolvendo o Lucro Presumido. Recentemente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) concedeu liminares suspendendo a cobrança do adicional de 10% aplicado sobre os percentuais de presunção utilizados no cálculo do IRPJ e da CSLL para determinadas empresas.

Embora a decisão ainda não tenha efeito geral para todos os contribuintes, ela representa um marco importante na interpretação da Lei Complementar nº 224/2025 e pode influenciar futuras decisões judiciais sobre o tema.

Além disso, o entendimento adotado pelo tribunal reforça uma discussão que já vinha sendo levantada por tributaristas de todo o país: afinal, o Lucro Presumido pode realmente ser considerado um benefício fiscal?

Neste artigo, você entenderá o que motivou essa decisão, quais empresas podem ser impactadas, quais cuidados devem ser adotados e como um planejamento tributário adequado pode reduzir riscos e identificar oportunidades para o seu negócio.

Leia também: Como um planejamento tributário pode reduzir legalmente a carga tributária da sua empresa. https://ebluesolutions.com/solucoes/#planejamento-tributario

O que aconteceu?

A discussão teve início após empresas questionarem judicialmente a cobrança do adicional de 10% criado pela Lei Complementar nº 224/2025.

Na prática, essa legislação aumentou os percentuais de presunção utilizados para calcular a base de incidência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para empresas enquadradas no regime de Lucro Presumido com faturamento anual superior a R$ 5 milhões.

Entretanto, diversas empresas alegaram que a mudança seria inconstitucional, pois o Lucro Presumido não representa um benefício fiscal, mas sim um regime legal de apuração tributária previsto na legislação brasileira.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu liminares suspendendo a cobrança para as empresas autoras das ações.

Segundo o entendimento do desembargador responsável pelo julgamento, não seria possível justificar o aumento da carga tributária sob o argumento de redução de benefícios fiscais quando, na realidade, o regime de Lucro Presumido possui natureza distinta.

 https://www.contabeis.com.br/noticias/77899/justica-suspende-adicional-de-10-no-lucro-presumido/

O que é o adicional de 10% no Lucro Presumido?

Antes de compreender os efeitos da decisão judicial, é importante entender como funciona essa cobrança.

O Lucro Presumido é um dos principais regimes tributários utilizados por empresas brasileiras. Nesse modelo, a legislação presume uma margem de lucro sobre a receita bruta para calcular tributos como IRPJ e CSLL.

Com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/2025, empresas que ultrapassam determinados limites de faturamento passaram a sofrer um acréscimo de 10% nos percentuais utilizados para calcular essa base tributável.

Como consequência, a carga tributária dessas empresas aumentou significativamente, mesmo sem alteração efetiva no faturamento ou na lucratividade do negócio.

Por esse motivo, inúmeras empresas passaram a questionar judicialmente a validade da medida.

Além disso, diversos especialistas sustentam que a alteração acabou descaracterizando a lógica original do regime de Lucro Presumido, que sempre teve como principal objetivo simplificar a tributação das empresas.

Por que a Justiça suspendeu essa cobrança?

O principal fundamento utilizado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região foi a natureza jurídica do próprio Lucro Presumido.

Segundo a decisão, esse regime não constitui um benefício fiscal concedido pelo Governo.

Na verdade, trata-se de um modelo legal de apuração tributária previsto na legislação brasileira e amplamente utilizado por empresas de diferentes segmentos econômicos.

Dessa forma, utilizar a justificativa de redução de incentivos fiscais para aumentar os percentuais de presunção poderia contrariar princípios constitucionais relacionados à tributação.

Consequentemente, o tribunal entendeu que existiam elementos suficientes para conceder liminares suspendendo a cobrança até uma análise mais aprofundada do mérito das ações.

Além disso, a decisão evidencia que o tema ainda está longe de ser definitivamente encerrado, podendo chegar às instâncias superiores do Poder Judiciário.

A decisão vale para todas as empresas?

Essa é, sem dúvida, a principal dúvida entre empresários e gestores financeiros. No entanto, a resposta é não.

Embora a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região represente um precedente importante, ela não possui efeito automático para todas as empresas enquadradas no Lucro Presumido.

Isso acontece porque as liminares concedidas beneficiam apenas as empresas que ingressaram com ações judiciais e obtiveram decisão favorável.

Em outras palavras, quem ainda não buscou o Judiciário deve continuar recolhendo os tributos conforme determina a legislação vigente.

Além disso, interromper o pagamento do adicional sem autorização judicial pode gerar autuações fiscais, multas, juros e outros desdobramentos que comprometem a segurança jurídica da empresa.

Por isso, antes de tomar qualquer decisão, é fundamental realizar uma análise tributária detalhada e avaliar os riscos envolvidos.

Quais empresas podem ser beneficiadas?

Embora cada situação deva ser analisada individualmente, algumas empresas tendem a sentir um impacto financeiro mais expressivo com a nova cobrança.

Entre elas, destacam-se organizações que:

  • Estão enquadradas no regime de Lucro Presumido;
  • Possuem faturamento anual superior aos limites estabelecidos pela legislação;
  • Registraram aumento na carga tributária após a entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/2025;
  • Possuem operações com margens reduzidas, nas quais qualquer aumento de tributação afeta diretamente a rentabilidade.

Além disso, empresas em fase de expansão podem sofrer impactos ainda maiores, já que o crescimento do faturamento normalmente vem acompanhado do aumento das obrigações tributárias.

Por esse motivo, acompanhar as mudanças na legislação tornou-se uma necessidade estratégica e não apenas uma obrigação fiscal.

O que muda no planejamento tributário das empresas?

Independentemente do desfecho definitivo dessa discussão judicial, uma conclusão já pode ser tirada: o planejamento tributário nunca foi tão importante.

Nos últimos anos, o ambiente tributário brasileiro passou por diversas alterações. Além da Reforma Tributária, novas leis complementares, mudanças nas regras de compensação e atualizações em benefícios fiscais têm exigido uma atuação cada vez mais estratégica por parte das empresas.

Nesse contexto, decisões judiciais como essa demonstram que o regime tributário escolhido pode influenciar diretamente a competitividade do negócio.

Consequentemente, revisar periodicamente o enquadramento tributário pode representar economia significativa e redução de riscos fiscais.

Da mesma forma, acompanhar decisões dos tribunais permite identificar oportunidades legais que muitas empresas acabam deixando passar.

Vale a pena ingressar com uma ação judicial?

Essa é uma decisão que depende de diversos fatores.

Em primeiro lugar, é necessário analisar o impacto financeiro da cobrança para a empresa.

Depois disso, deve-se avaliar a probabilidade de êxito da ação, considerando a jurisprudência existente, o entendimento dos tribunais e as características específicas do negócio.

Além disso, também é importante comparar o custo do processo judicial com o possível benefício financeiro obtido ao longo do tempo.

Por essa razão, não existe uma resposta única para todas as empresas.

Enquanto algumas poderão obter economia relevante, outras talvez encontrem oportunidades mais vantajosas por meio de um planejamento tributário diferente.

Assim, uma análise técnica personalizada é indispensável antes da adoção de qualquer medida.

Quais são os riscos de simplesmente deixar de recolher o adicional?

Apesar da repercussão positiva da decisão judicial, interromper espontaneamente o pagamento do adicional não é recomendado.

Isso porque a legislação continua produzindo efeitos para todas as empresas que não possuem decisão judicial favorável.

Caso o recolhimento seja interrompido sem respaldo jurídico, o contribuinte poderá enfrentar:

  • Cobrança retroativa dos valores;
  • Incidência de juros e multas;
  • Inscrição em dívida ativa;
  • Questionamentos fiscais;
  • Aumento do passivo tributário.

Portanto, agir preventivamente continua sendo a alternativa mais segura.

Mais do que buscar economia imediata, é essencial garantir conformidade com a legislação e reduzir riscos futuros.

Como transformar mudanças tributárias em vantagem competitiva?

Muitas empresas enxergam alterações na legislação apenas como aumento de custos.

Entretanto, organizações que investem em inteligência tributária costumam identificar oportunidades antes da concorrência.

Uma revisão tributária bem executada pode revelar:

  • Pagamentos realizados indevidamente;
  • Créditos tributários passíveis de recuperação;
  • Regimes tributários mais vantajosos;
  • Incentivos fiscais pouco explorados;
  • Riscos que podem ser corrigidos antes de uma fiscalização.

Além disso, acompanhar decisões judiciais relevantes permite que a empresa esteja preparada para agir rapidamente sempre que surgirem novas oportunidades.

Em um cenário tributário tão dinâmico quanto o brasileiro, informação qualificada representa vantagem competitiva.

Como a eBlue Solutions pode ajudar sua empresa

A complexidade da legislação tributária brasileira exige mais do que conhecimento técnico. É preciso acompanhar mudanças legislativas, decisões judiciais e oportunidades que podem impactar diretamente a carga tributária da empresa.

Nesse cenário, contar com uma consultoria especializada faz toda a diferença.

A eBlue Solutions atua de forma estratégica para auxiliar empresas na análise de seus tributos, identificando oportunidades de economia dentro da legislação vigente, reduzindo riscos fiscais e oferecendo maior segurança para a tomada de decisões.

Além disso, nossa equipe acompanha constantemente as alterações na legislação e os principais entendimentos dos tribunais. Dessa forma, nossos clientes conseguem agir com rapidez diante de mudanças que possam gerar benefícios financeiros ou exigir adequações em seus processos.

Entre os serviços oferecidos pela eBlue Solutions, destacam-se:

  • Planejamento tributário;
  • Revisão fiscal;
  • Consultoria para empresas de diversos segmentos;
  • Diagnóstico tributário personalizado.

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Se sua empresa for impactada pelas mudanças no Lucro Presumido ou você deseja entender se existem oportunidades de otimização tributária, contar com especialistas faz toda a diferença.

Perguntas Frequentes (FAQ)

A decisão da Justiça vale para todas as empresas?

Não. Até o momento, as liminares beneficiam apenas as empresas que ingressaram com ações judiciais e obtiveram decisão favorável.

Posso deixar de pagar o adicional de 10%?

Não é recomendável. Sem uma decisão judicial específica, a empresa deve continuar cumprindo a legislação vigente para evitar autuações, multas e juros.

O que é o Lucro Presumido?

É um regime tributário no qual a legislação presume uma margem de lucro sobre a receita da empresa para calcular tributos como IRPJ e CSLL.

Vale a pena entrar com uma ação judicial?

Depende do impacto financeiro da cobrança e das características de cada empresa. Uma análise tributária individual é essencial antes da adoção de qualquer medida.

Como eu sei que minha empresa foi impactada?

Uma consultoria tributária pode avaliar o enquadramento da empresa, calcular os impactos da nova regra e identificar oportunidades legais de economia tributária.

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